Fingimento alado
Se um dia o sorriso de alguém
Começar a alegrar sua mente
Perto de começar outra estação
É motivo pro coração
fingir que so existe verão
Não esquece do resto simplesmente
Finge, não mente
Mentir é fácil demais
Fingir é quase doente
Mas a dor é digna dos mortais
De verdade.
Fingir é displiscente à verdade
Fingimento não tem casa
Está sempre ao cais
E tempo sempre inventa mais
Fingir chega a ser imortal
Do tipo que trocaria tudo
por tal virtude de naum ser
Dentro dessas palavras
Ele insiste em se desfazer
Desfingimento
Pois ouviu dizer que não existe amor certo
mas certo dia vai haver
Dizem também que não existe amor errado
Mas o certo seria não dizer.
Laços
Não vejo laços pequenos
Somente laços invisíveis
Grandes laços invisíveis
Se fazem assim, de repente
Ligam todo mundo
Você se acha livre,
mas num segundo
Parece que não se vive,
sem aquela linha
Que desalinha,
que desamarra o sorriso
A diferença deste laço para os outros,
é que o invisível não se fingia não ver
Quem próprio se prendia,
era você.
Quando se esquece
Quantas horas ja se passaram
desde seu ultimo sorriso?
Quanto tempo demora até amanha?
Ninguem é livre pra esquecer
Quando só alguem é que te liberta
Que não desaparece, nem de noite
nem com o fechar dos olhos
nem com o calar da alma
sempre tem um coração, alado
sempre calado, mudo e que sempre fala,
quando se esquece.
Involução em números positivos
Empiricamente se vive
Todo dia novamente
Medo eu ja tive
Mas a gente mente
Finge que não sente
Já não olha nos olhos
Mas vou sempre olhar
Displicentemente
Ver esse estranhamento
Contente de acordar
Vagarosamente
Recordar
Fazer tudo igual
Mas diferente
Mensagem para meus amigos...
Os poucos que passam por aqui sempre me dão alegria de gostarem de alguma coisa... pra estes que sempre escrevo... mas por um tempinho vou dar uma sumida... estou tentando escrever alguma coisa maior e sólida... mais que fragmentos de pensamentos indivisíveis...perdidos...estes "escritos" daqui e vocês me ajudaram a encontrar os novos... quem sabe os mesmos, mas vistos com olhos que enxergam dentro, que tocam e sentem sabor...um abraço a todos...
Dih!
Luminescência passional
Haveria amor maior que o desejo
Maior que o cheiro bom de seu cabelo
Que não vejo
Quando a luz se acabar,
num piscar...
Haverá sempre que sonhar,
que há
Por enquanto é só o sol...
Iluminará...

O Caminho
Vai... Sinta...
Você nunca foi tão longe...
Sinta o vento
Se misturar a seu pensamento
Reinvente outra forma de pensar
Coloque uma lente
Que só aumente
O que vai ficar
O que se leva dos sapatos
a não ser o passo?

Constituição Temporal
Se eu pudesse reconfiguraria o tempo, sem paralisá-lo, posto que a fugacidade é sua energia vital; também não pediria para voltar os seus segundos, seria um destempero enorme. Nem tão pouco correria com seus ponteiros nas mãos, tempocídio!
Reconfiguraria sim, o tempo de sorrir (o tempo todo); o tempo de brincar (atemporal); tempo de estar com quem se ama (eternamente), e as tristezas (apenas temporárias, quase sem tempo de doer...).
Decretada estaria a "Constituição Temporal":
Artigo Único
Deverão ser claros, os dias de verão
Deverão secar com a chuva
Todas as vontades:
De molhar-se,
de esperar por dias melhores
Dias que verão
as horas só mais tarde
Assim como na primavera
e suas primazias
No outono destilante
trono dos sentidos
E até no pálido inverno
berço dos velhos versos
Ver-nos será um passatempo
Momentos se confundirão
com a vontade de viver
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